Asas de Ouro

Meu peito está em frangalhos.
Não sabia que aqueles sentimentos ainda tínham tal força, essa de dar nó na garganta. É uma frustração daquelas tão grandes que a gente não acredita e continua achando que vai dar tudo certo, mas em escala catastrófica.
Ah, a negação não durou nem pra me anestesiar um pouco. Maldita esperança, que insiste habitar em mim. Não fosse por ela eu estaria quase superando tudo. Mas, como a conheço bem, sei que carregarei para o resto da vida a marca que reacende e queima, como se fosse acionada por um botão, a cada lembrança remota, infinitamente.
E recomeçar como, se eu achei que havia recomeçado há anos? E agora descubro que ainda estava até agora pouco lá atrás, negando.
Agora fica doendo. Até quando? O próximo estágio de superação seria..?
Perder uma grande ilusão não tem volta, é por isso que dizem que ferida de amor não cicatriza.
Que seja uma doença crônica então. E se eu achar a cura, volto pra contar. Prometo. Afinal, a maldita esperança acha que tenho lá minhas chances e um dia terei minhas asas de ouro.

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